quinta-feira, 8 de maio de 2008

::: NOTA DE REPÚDIO :::

O TPh repudia a inércia. Repudia o racismo. Repudia a preguiça em pensar torto. Repudia a política e seus abutres, sempre a espreita. Repudia a morosidade em frente a TV. Repudia os bons hábitos. E os velhos também. Repudia a mentira compulsiva. Repudia a miséria nacional de um país tão rico. Repudia Lula e sua corja. Repudia as merdas escondidas atrás da porta. Repudia a polícia e o bandido. Repudia a falta de coragem, a lerdeza mental, a discordia, a falta de pão na mesa do padeiro. Repudia o carnaval, o pagode, a música sertaneja. Repudia a falta de esperança [mesmo assim], repudia ver a programação gravada numa TV democrática [Usem o controle remoto, pelo amor de Deus!]. Repudia o falso moralismo. Repudia as novelas repetidas. Repudia os filmes repetidos nos canais pagos. Repudia a falta de criatividade na propaganda amazonense. Repudia a inveja. Repudia muito sem-vergonha com a Bíblia na mão. Repudia a puta-que-pariu o mal caratísmo. Repudia a locupletação dos ladrões de gravata em cima do erário público, a miséria alheia, a falta de tudo. Repudia o intelectual perito. Repudia o repúdio.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Previsões Imagináveis 5

O sujeito gostava tanto de feriado que batizou seu 1o filho de Feriadão.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Mário e Bernard...

A do Quintana: "Sonhar é acordar-se para dentro"
A do Shaw: "Liberdade significa responsabilidade. É por isso que tanta gente tem medo dela."

[Olha aí...]

14 dias depois...

Depois desses dias todos, estamos de volta. E parece que não foi só a turma que produz o TPh que parou. O mundo parou. O Brasil parou. O Amazonas parou. Manaus parou. Tudo na mesma. E o dinheiro que também parou nos bolsos dos mesmos [isso, já faz tempo que parou]. E a menina Isabella que parou no chão do Edifício London? Pelo menos um ano pro caso chegar a Júri popular. Isso é realmente uma parada. E a grana, os documentos e o carro de nossa contadora que parou nas mãos de dois vagabundos assaltantes? Pois é, 14 dias depois, tudo parou. E nós vamos parar por aqui, pra ficar enchendo o saco da moçada e de todos. Vamos em frente. [toquem as trombetas...]

segunda-feira, 14 de abril de 2008

O Senador mais influente do Pais e a influëncia do TPh.

Os outdoors azuis vociferam aos cinco ventos na capital cabocla: Arthur Virgilio. O Senador mais influente do Pais. E a gente aqui cibila em voz meliflua: o Todo Phoda vai ganhando coracoes e mentes, tornando-se o blog um pouco mais influente do que sindico em dia de assembleia. Pois naum foi que encontramos o Senador Virgilio no aeroporto Gomaum, que nos concedeu a atencao e a gentileza de levar consigo um de nossos adesivos toscos? Massa! Saum os salutares sabores da democracia brasileira. Aproveitem enquanto podem.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O cego, o franco atirador, o policial e o ladrão de celular.

Deu um pulo da cama quando percebeu que não enxergava nada. Esfregava os olhos freneticamente e aos gritos chamou sua mulher, que escova os dentes. "Eu não tô enxergando, eu tô cego... Cego!!!" Ele chorava e gritava e esperneava e a mulher não sabia o que fazer para acudir. Chorava também ao ver aquele homem que sempre a maltratou, que sempre a diminuiu, que sempre lhe deu homens imaginários, sendo calcinado pelo destino. Ela tentava, mesmo assim, dar-lhe algum conforto, tirando de onde nada mais existia. Segurava-o e beijava a cabeça que o tempo deixou alva.

[...]

Ele finalmente arranjou um tempo para ir ao dentista. O estacionamento estava difícil, teve que deixar o carro um pouco longe do consultório. Até para atravessar a avenida era uma tarefa hercúlea. Demorou um tempo para fazê-lo, e quando conseguiu, um motoqueiro quase lhe quebra as pernas. Ele desviava do motoqueiro, que parecia tentar dizer-lhe algo. Quando alcançou a calçada, percebeu que o motoqueiro estava seguindo-o, e mais do que isso, estava lhe apontando uma arma.

[...]

O policial sempre foi respeitado na coorporação. Um exemplo de cidadão. Seu uniforme sempre hermeticamente passado e limpo. Seus sapatos negros e lustrosos. Era o orgulho da polícia militar. Nesse dia, ele estava de serviço e fazendo a ronda por uma das ruas movimentadas da cidade. Olhava para a ordem das coisas, gostava de ver as pessoas tranquilas. Era bom trabalhar para a poílicia. Ele sorria por dentro. Ele sentia-se feliz. E esse sentimento já lhe dominava seus sentdos, quando a central avisava sobre uma tentativa de assalto que terminara em morte. Era perto de onde ele fazia sua rota.

[...]

O homem, agora cego, agarrava-se com força naquela que sempre foi uma grande parceira. Seus olhos vermelhos de tanto apertar, estavam sem luz. De certa forma ele começava a experimentar a escuridão onde aquela mulher sempre viveu. A metáfora da vida, pulsava naquele quarto de casa classe média. Estava mais calmo. Mas a angústia de quem não pode ver é grande, só que bem menor de quem pode, mas prefere ficar na escuridão, pensava a mulher.

[...]

O policial chegou no local da tentativa de assalto. De longe viu o corpo de um homem. Outras viaturas estavam paradas e próximas a elas, estava aquele que tinha arranjado um tempo para ir ao dentista mas que acabava de matar outro homem que tentou roubar-lhe o celular. Nas mãos tinha um 38 , revolver que ganhara de seu pai, logo que recebeu seu porte de arma. Quando o policial chegou próximo ao corpo, um frio lhe percorreu a espinha, o morto no chão era seu irmão caçula, quase que não pode conter algumas lágrimas.

[continua...]